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Do dicionário da luxúria (ed.19)

Adj. [1] Não há necessidade de tabu, o amor se define por todos os poros e por todos os pêlos suados. [2] O sexo é presente no dia-a-dia e no vai-vem de penetrações suaves lascivas. [3] Não há traição para quem ama, não há ciúme para quem confia. [4] O amor sutil deve ser tatuado de glória.
Subs. [1] A luxúria faz parte da vida de qualquer pessoa, não deves menosprezar. [2] Beijos são alicerces para as paixões inabaláveis do ser. [3] Não há necessidade de se arrepender, viva a vida com o sentimento puro e com o tesão voraz. [4] Ouça a boa melodia das canções sexuais que definem o momento da música da transa.
Verb. [1] O amor exerce a dádiva de poder transar mais de 4 vezes ao dia. [2] Pode beijar os pés e as mãos, pode beijar o corpo ávido pelo orgasmo. [3] Alimente-se de amar apenas seu companheiro, verbalizando o momento com suaves carícias e salivando de indagação o corpo alheio.
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O p o r n ó g r a f o (ed.18)

Perfura o lábio exato superior vermelho: beijo ardente; busca indagações e gemidos de outrora. Não se detém e reverte à normalidade casual do caso do acaso que vivia. Distúrbio e incertezas pessoais. Tem a vitrola ativa no corpo e treme a cada toque em vermelhidão, línguas ferinas e truques que perpassam tua pele de neón.
Bem verdade és súbito súdito dos próprios prazeres, busca o flerte fatal: inconseqüente orgânico comportamental. Dilui a sabedoria que tem aos vinhos dos orgasmos sórdidos sonoros que solta: urso, espreita e vigia. Coça a vontade de suplicar o pecado, coça os pêlos eriçados, coça a mão que geme, coça o suor, coça o dente que mastiga.
Ejacula o egoísmo e perversões do prazer individual sobre o corpo que tateia. Brinda com o olhar a carne que absorve; sedução. Come a saliva alheia e bebe a dor também: êxtase infindável. Não saciado, realiza a cama profana no seu chão de veludo.
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Das cartas de amor (ed.17)

A nós. No completo embalo das carícias. Nosso amor tem a cor cintilante do desejo infindável. O calor em satisfação exorbitante. Amor, sublime amor. É o encontro dos caminhos entre duas almas afins: o ápice do sentimento emocionante. Junção de corações vivantes; paixão que acalenta. Somos a seiva elaborada que pulsa na árvore do bem-querer. Aprendo contigo coreografias do sexo intenso; dança de sensações conseqüentes. Quimera. Você é meu êxtase. Tenho em ti meu arco aparelhado. Tu és meu guerreiro-mor. Amparo recíproco em pleno amor incondicional. O futuro está lançado como escudo para os nossos sonhos idealizados. Caminhamos a passos largos e firmes na trilha do prazer. Amo-te, guerreiro. Seu olhar veemente cicatriza meu corpo frêmulo de tesão; anseio. Tenho o sol ao meu lado a cada toque seu. Carnes em sincronia; ponteiros decorrentes no relógio da vida a dois: casados em laços eternos. Não poderá haver nada que nos separe. Unicamente seu amor. Para toda vida. E sim, somos 'eternos na eternidade' do amor sem fim. Vida é amar. Você.
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entre os dentes
(ed.16)
este seio que abrange, desnuda
é um corpo suado, procura
este beijo escandalizado, desnuda
é um cheiro de ávido libertino:
que me suga, que me suga com ardor.
o ardor é um peito cabeludo de fogo.
o ardor é um pênis másculo, me domina.
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do medo e sexo
(ed.15)
perdi-me nas sensações constantes, nos medos das transas anteriores. inevitáveis vezes sentia os suores e aromas das salivas, dos pêlos dentro de minha boca inconsolável. nem o sexo foi consolo do medo. um sexo era como um medo. perdi-me em medos de gritos que não dei, de bocas que não beijei e de transas que não realizei. dos meus gemidos, um pranto. das verdades de orgasmo, a razão de tremer a cama. mas tremia a mim mesmo? perdi-me no medo de não saber beijar a mim mesmo.
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Sexo non-sense
(ed.14)
arisco, desliza o pêlo sobre mim
pelo pêlo que ocasiona a fúria em mim
pela seiva que escorre, entre as pernas, arrisca
arisco, arrisca os gemidos
sou real entre o que desliza e belisca
desnuda a emoção de penetrar o absoluto
ocasiona a sensação de improvisar o previsto
do arisco, desnuda as vontades de exercer sensualidade
mastigando desejos com pó de habilidade erótica
refresca o cotidiano com a mão da glória, masturba
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Dilatando vontades
(ed.13)
dilato
o meu entendimento, ereto
sobre sua selva, educando
experimento o desejo violento, como
mastigo a minha poesia sexual sobre ti
educo a ereção, seu comando prevalece
deusa, devore a minha sanidade!
dilato o meu pensamento sobre suas curvas:
quero você inteira, despida, sobre mim
perto de ti, a carne é mais saborosa
eu me sirvo, à exatidão entre as coxas
suculento prato é você
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Invasão e vontade
(ed.12)
Invade, eu servo, ordeno o puro cálice vibrante. Serve a carne, em gosto severo de pecado, como prato único da noite. A Fome é a base crucial, verdade universal, de tudo, o ato é devorar em absoluto sem temer a melódica perversão do corpo. O sentido é liberar o desejo ao outro, compartilhar com a armadura do sentimento necessário: provocar com a luxúria cotidiana. Sem absurdo, com absurdo. Invade, pois minha boca tem o anseio do gosto do desejo. Quero o ato pelo ato, consolidando o meu sexo útil.
Jamais ter medo do desejo, escondido, no âmago do ser - afinal todo prato deve ser saciado com louvor, a fantasia é puramente visceral aos olhos de quem sente. Maltrato meu desejo, reparo meus danos com ele e vivencio minha perdição. E toda penetração há de ser veemente diante da súplica sexual, do desespero das fantasias de orgasmos múltiplos. A fantasia é visceral! Os sentires intensos? O que quero é gozar profundamente a minha própria delícia de ser o que sou.
Invade, eu ordeno que seja a minha fonte de energia que jamais seca a razão de experimentar o inevitável. Sou seu cálice, escravo, que se submete aos delírios do cotidiano de açúcar-libertino. Pelo pecado e pela vontade, eu opto pela sensação do misto de ambas as vertentes da sensualidade carnal.
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