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Um natal muito louco
Lívia Santana

cinema "noiar" | eric franco  
     
   
um natal muito louco

















O Natal é uma data envolta por uma série de tradições e rituais que se repetem todo santo ano, não importa o que aconteça - a menos uma nova era do gelo aconteça e todo mundo morra e você não consiga ir até a 25 de março comprar luzinhas de natal, porque, uau, você está morto também. Você conhece muitas delas: peru, reunião familiar, especial do Roberto Carlos e os mal fadados filmes natalinos.

O peru é saboroso, as reuniões você atura porque afinal, são seus parentes e o Roberto Carlos já fez alguma coisa boa na época em que ele descia as curvas das estradas de Santos, mas não existe um simples motivo que justifique assistir um filme onde uma criança ranheta descobre o significado do Natal depois de uma hora e meia que a sua turminha aprontou muitas confusões com o bom velhinho na Sessão da Tarde.

Os roteiros são patéticos, os atores são ruins, o orçamento é baixo, o público alvo é idiota e as piadas são vergonhosas. http://www.christmas-almanac.com/Christmas-Articles/top-ten-christmas-movies.html

Quer um exemplo?

"Drew Lathan é um homem rico, que está cansado de passar o Natal sozinho. Ele decide retornar à casa onde cresceu, na esperança de recuperar o espírito natalino e as grandes festas da época. Porém há um problema: no local vive uma família completamente desconhecida, os Valco. Decidido a ter novamente um Natal em família, Drew faz uma insólita proposta: oferece US$ 250 mil aos Valco para que eles sejam sua família no Natal. Tom (James Gandolfini), o chefe da família, topa o acordo. Mas a convivência de Drew com os Valco bla bla bla bla bla."

Tipo, se você tivesse 250 mil dólares pra gastar assim, você ia dar pro primeiro barbudo que visse na frente e ficar com essa crise idiota de meia idade ou ia pra Bali onde lindas nativas rebolariam incessantemente e beberiam mojitos no seu... umbigo? Ou sei lá, quem esquece uma criança em casa? Eu já esqueci uma escova de dentes, ou uma carteira, mas... uma criança? Quem acreditaria nisso? É impossível não notar que está faltando uma coisa que tem 1,30m de altura e que não para de zumbir na sua orelha um só minuto. Isso pra não falar das lições de moral clichês embutidas em todos os filmes na hora que começa a tocar Jingle Bells.

Pois bem, se vocês realmente querem fazer pedidos de que o mundo seja um lugar melhor para o Papai Noel, peçam um ano novo sem filmes de Natal. As pessoas com cérebro agradecem.


Eric Franco é um hobbit são paulino albino extremamente crítico – não de cinema, de tudo mesmo. http://superficial.aoeblogs.org/

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