Um dos presentes que me dei de Natal foi a segunda temporada de Sex and the City. Não é um simples box de seriadinho de TV, é algo multiuso: me divirto, sonho e treino inglês, assim, para ficar com um accent nova-iorquino.
Por diversas vezes, tento achar que São Paulo é Manhattan (considerando a parte desenvolvida e elitizada). Como é uma metrópole cosmopolita, não é difícil, principalmente quando se junta amigos glamourosos, Starbucks e American Express. Entre um Frappuccino Java Chip e outro, me deparo com a decoração de Natal da cidade. A avenida Paulista, um dos meus locais prediletos para passar o tempo, tem enfeites de vários estilos, para (quase) todos os gostos. E o trânsito só piora na mais paulista das avenidas, porque aparece gente de tudo quanto é canto para ver e fotografar as decorações. Acho suburbano.
O que mais se vê é muito vermelho, luzinhas e até neve. Quem inventou essa história de neve num país tropical, minha gente?
Ok, assim como tento desesperadamente achar um Manolo por aqui ou me disponho a pagar R$ 10,00 num café para imitar as divas descoladas de Manhattan, os brazucas de tempos atrás resolveram copiar os europeus na comemoração de Natal e o resultado é isso tudo que vemos ao ligarmos a TV ou simplesmente sairmos de casa.
Agora eu bato até ficar carne-viva em quem diz que no frio as pessoas ficam mais elegantes e mais
chics. Bullshit! Bom-gosto é pré-requisito necessário em qualquer época do ano, sendo que sua ausência fica gritante até quando as temperaturas estão baixas. Querem exemplos? Botas com saltos monstruosos, calça de lã debaixo de calça jeans, etc (não consigo citar mais porque minha mente bloqueia essas imagens aterrorizantes). Então nem alegando sofisticação eu engulo decoração natalina com tema de inverno.
Mas calma! Nem tudo está perdido! Adoro essa época porque revejo pessoas queridas nas comemorações de amigo-secreto da vida. E tem os presentinhos também. Mas ontem, ao tomar um Starbucks com um amigo que não via há tempos, fiquei encantado com a decoração de um shopping, cujo tema era um moinho de vento enoooorme.
Parei um pouco o meu ritmo frenético para atentar aos detalhes: vários bichinhos de pelúcia na árvore-moinho, atores vestidos de fada-madrinha, soldadinho de chumbo e afins nos corredores... me senti voltando à infância, resgatando tudo o que o Natal já me representou: SONHOS e MAGIA. Poxa, eles conseguiram!
Fora o casal de veadinhos que balançam o rabo e mexem o pescoço. Tão bonitinhos... Resgataram até o meu sonho de casamento. (suspira).
Venenoso é paulistano, quase vegetariano, fã incondicional da Madonna e adora se contorcer e suar na modalidade mais macho da yoga: astanga vinyasa.
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baú do papo cueca.